TONY JAMPADA!®



:::: Escrito por Audaci Junior às 03h20
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É um pássaro? É um avião...?

Mais rápido do que a inflação!

Seus poderes são fenomenais!

Mais ágil do que um batedor de carteira!

Ele vai a qualquer lugar para salvar suas moedinhas!

Ele é ooooooooo... CAPITÃO CAPITALI$TA!!!!!!

Dono da única comic shop da Paraíba!



:::: Escrito por Audaci Junior às 00h00
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TONY JAMPADA!®



:::: Escrito por Audaci Junior às 23h59
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AS DEZ-AVENTURAS DE...

Ele é cara-de-pau!
Ele ama as mulheres (qualquer uma)!
Ele não dá uma dentro (nem fora)!
Ele adora camisas de marca!
Ele curte Chico Buarque e Snopp Dogg!
Ele sente prazer em corrigir as pessoas!
Ele já foi surfista em Brasília-DF!
Ele foi amante de Bruna Surfistinha!
Ele já trabalhou como designer na Sand Street!
Ele é dono da Ficção não-científica!
Ele é o estiloso do pedaço!
Ele é o anti-cinéfilo!
Ele adora filmes de Tarantino e da Tarantela!
Ele é um fumante inveterado!
Ele escreve no
Baladas Jampa sobre a sétima arte!
Ele é o baladeiro de plantão e de Platão!
É o sucesso do Terceiro Mundo! O dono da noite de João Pessoa-PB!

Ele é... ("pode crer!") TONY JAMPADA! ®



Tony Jampada © todos os direitos reservados e limpinhos. qualquer semelhança com fatos e/ou personagens não é mera coincidência.



:::: Escrito por Audaci Junior às 03h00
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Os Companheiros do Crepúsculo

Esqueça os cultuados autores de histórias em quadrinhos pop stars do momento. Esqueça Cavaleiro das Trevas, de Miller, Watchmen, de Moore ou Sandman, de Gaiman. Se você é daqueles que só veneram essas “obras-primas” super-heróicas e os “campeões de bilheteria” do gênero, então au revoir! Caso você queira garimpar ouro fino ou goste dos quadrinhos do Velho Continente (e ainda não descobriu este aqui), então l'accueil!

A série Os Companheiros do Crepúsculo, de François Bourgeon, é uma das obras mais belas e intensas que a nona arte já produziu. Esta afirmação só fará sentido para você quando tiver a oportunidade de lê-la, mas, infelizmente, os três álbuns gráficos lançados (entre 1986 e 1990) pela lusitana Meribérica/Líber são raros no Brasil, reforçando o sentido de garimpar supradito. Com isso, poucos leitores sabem da existência da obra e do autor belga (Bourgeon também produziu as belíssimas Os Passageiros do Vento e O Ciclo de Cyan).

Os Companheiros do Crepúsculo transportam-nos para a Europa do Século XIV, onde o cristianismo já instituído reprimia através do fogo as antigas tradições e crenças, colocando seus cultores à margem da sociedade feudal. É neste contexto que vive Mariotte, jovem criada por sua avó feiticeira e, por conseqüência, mal-afamada pelos aldeões. Após uma tropa de erradios soldados promoverem violento massacre na vila, ela e Anicet, um jovem que sempre a importunara, são os únicos sobreviventes. Ambos se tornam servos de um misterioso e desfigurado cavaleiro que passara pouco depois do morticínio.

 

A partir daí os aventureiros e leitores são arremessados em uma jornada cheia de revelações, questões obscuras e simbologia, que remetem as lendas e mitos que nada mais eram que parte das antigas religiões. Uma batalha é travada, onde clãs de descendentes de fadas e sereias disputam a regência de poder, criaturas que não se têm vestígios nos textos históricos são descobertas, peregrinos caçam lobos, frades e abades pesquisam e escrevem sobre lendas apócrifas e profanas, saltimbancos judeus são ludibriados, soldados rapinam, estupram e empalam; em resumo, vários aspectos da "visão de mundo" daquele período.

As primeira e segunda partes, O Sortilégio do Bosque das Brumas e Os Olhos de Estanho da Cidade Glauca, ambas com 48 páginas, são mais oníricas e surreais, explorando o inconsciente coletivo, onde as devoções arcaicas, maculadas e deturpadas de infâmia, estão enterradas na mente. O Último Canto das Malaterre, a última parte com o triplo de páginas das outras, cede lugar ao realismo histórico, costurando as pontas que foram expostas antes. Entremeado de conspirações, alianças dúbias e ambições desmedidas, o álbum culmina com o suplício das fogueiras inquisitórias, que não purificam apenas as bruxarias e os crimes eclesiásticos, como também aniquilam uma época crepuscular para enunciar a Idade Moderna.

Baseado em uma impressionante pesquisa iconográfica, Bourgeon coloca minuciosos e nada supérfluos detalhes de arquitetura, paisagismo, vestuário, utensílios, armamento e tudo que se refere à Idade Média. Observa-se o amadurecimento de sua arte, com a culminância no terceiro volume. Seus complexos textos são poesias, incrementado ao português culto da tradução, tornando a leitura mais atenta e interessante por “reforçar” o período em que se passa a história. Os simbolismos notam-se através de números, cores, personagens, imagens etc. São tantas associações e metáforas que Os Companheiros do Crepúsculo necessita de releituras.

Um trabalho artístico ímpar, onde a guerra e a peste abatem-se quando trigais estão pesados e as jovens são belas, que fala de fins e começos, de deuses cujos lugares ocuparam, porém ainda vivem referentes na alma humana.

Afinal, uma obra-prima por excelência!

 



:::: Escrito por Audaci Junior às 23h30
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Nota Azul

Blue Note. Uma história de Biu ilustrada por Shiko.

A obra (fono)gráfica dos paraibanos é para ser lida em volume alto, sem dançar, pois requer muita atenção aos seus sentidos. Evidente que muitos dos ouvintes vão ensaiar umas batidas rítmicas com o pé quando folheá-la e outros tantos irão detestar suas músicas, acordes e presunção.

A prosa musical de Biu Ramos nos leva inicialmente à Rio Tinto, município interiorano da Paraíba. O próprio compositor nos apresenta o lugar, em tom panfletista, que resulta em “música de elevador”, já que a cidade é um estereótipo de canção-que-sabemos-de-cor como diversas espalhadas por aí, com sua pobreza e problemas sócio-econômicos que vemos sempre nos noticiários. Mas o que interessa saber é que o autor quer escapar de tudo isso e as próximas faixas do LP gráfico melhoram de tom, com histórias e personagens atípicos que se emaranham tentando formar um todo.

Referências cinematográficas são apresentadas engenhosamente como trilha sonora, ao exemplo dos pernambucanos Cinema, Aspirinas e Urubus e Amarelo Manga, apesar deste último ter uma cena totalmente xerocada (a da boceta galega), dando sensação de déjà-vu, nada mais. Além dessas, menções de quadrinhos, literatura, música e do cotidiano de seus autores sobem ao palco.

Por vezes as canções ficam desarmônicas, apesar do hábil jogo de fragmentação de algumas ações. Blue Note é complexo para ouvidos desacostumados, sim! Mas existe momentos que o compasso dos músicos (texto/arte) não alcançam a mesma nota, como peças de quebra-cabeças mal montadas, desconexas, desajeitadas quando se vê o todo da sonoridade. São pensamentos à deriva, que têm andamento lento e melancólico (bem whertiniano) a cada virada de página ou a cada recordatório lido em longura, como o ritmo sincopado de fox-blues. Às vezes confunde (quem narra agora? O projétil?) e enfastia pelo excesso idiossincrático, individual, de introspecção mesmo.

Shiko, com seus virtuosos traços de vinila grafítico, prensa seu estilo ao longo da celulose com poucos arranhões, que são conseqüências da montagem diagramática e do tempus fugit de diversos ensaios. Segundo o quadrinhista e co-roteirista, centenas de páginas tinham que ser adaptadas para ser um só álbum e não uma coletânea. Acompanhei esses ensaios e fica o desgosto observar que muitas faixas criativas foram deixadas de fora - parcial ou não - como a trepada formada por onomatopéias.

Inconformismo e erotismo. Deus e o diabo. Bares e blues. Bonecas infláveis striper e robôs trompetistas. Resignação e morte. Sei lá, mil coisas. Blue Note é um caleidoscópio que merece “nota azul” na revista de crítica de música, mesmo com suas variações melódicas e descompassos.

Como uma banda independente, o LP gráfico foi lançado por intermédio de uma Lei de Incentivo Cultural do Estado merecidamente. Um portfólio de luxo para Shiko. Um moderado début para Biu. Quem quiser escutar Blue Note, basta entrar em contacto com a Comic House e preparar o volume para o concerto.



:::: Escrito por Audaci Junior às 00h10
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O Grande Astro

Os escoceses Grant Morrison + Frank Quitely novamente. Soma-se ainda o ícone do gênero super-herói e teremos do outro lado do aditamento a série Grandes Astros: Superman, que chega aqui pela editora Panini.

Após sua saída do título LJA, que fez multiplicar as vendas da Liga da Justiça, Grant Morrison queria escrever o maior personagem da DC Comics, porém, contudo, todavia a editora sempre se mostrou conservantista a respeito do quase septuagenário Super-homem e o escritor, com reputação de ter as idéias mais insanas possíveis, teve seu projeto recusado. Resultado: a subtração e migração de Morrison para a rival, a Marvel, onde obteve sucesso a frente dos mutantes da editora estadunidense.

Como o mundo dá muitas voltas, atualmente o escocês é exclusivo da DC e a editora criou a série All Star (aqui, Grandes Astros) que desconsidera a cronologia e universo dos vários títulos do homem de aço. Por que não resolveram assim antes?! Se Morrison quer brincar, que dêem a ele um playground sem as “amarras” de continuidade e cronologia que dificulta muitas vezes a coerência e a criatividade no mundo das HQs.

O gibi não poderia começar melhor. Com apenas uma página, quatro quadrinhos e frases temos a origem do Super-homem recapitulada. Em seguida o desenhista Frank Quitely (com finalização digital e cores de Jamie Grant) dá seu show, com o indestrutível super-herói voando na periferia solar, salvando uma nave expedicionária. Contudo, parece que “indestrutível” está mal colocado aqui, já que posteriormente cientistas afirmam que as células do herói foram sobrecarregadas (quem não sabe, seus poderes são oriundos da energia solar), deixando-o mais forte, inteligente, com novas manifestações de poderes e... à beira da morte! Cortesia de quem? Lex Luthor, claro.

 

Esse é o mote para Grant Morrison fazer histórias despretensiosas e que prestam homenagem ao Super-homem da Era de Ouro dos quadrinhos, nos idos da década de 1940. Despretensioso não quer dizer menos inteligente ou desinteressante. O último filho de Krypton é tratado como um deus, mas ao mesmo tempo é mostrado o lado “humano”. Cortesia também dos desenhos de Quitely, que mostra um Clark Kent arqueado e desajeitado para os que sempre questionaram como ninguém percebeu que ele era o alter ego do herói, escondido apenas atrás de um simples par de óculos.

Coadjuvantes são respeitados (cada edição tem destaque para um deles), idéias antigas são reapresentadas (como a chave da Fortaleza da Solidão), algumas situações são hilárias (como Jimmy Olsen de saias, travestido como numa antiga história de sua revista mensal. Acreditem! Até ele teve um título próprio!) e deuses e dinossauros desafiam o “moribundo” Super-homem. Ou seja, altamente recomendável, mesmo quem não é fã do grande astro do gênero.



:::: Escrito por Audaci Junior às 23h30
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