LUZ, CÂMERA... GIBIS!

ESTÁ FALTANDO CRIATIVIDADE EM HOLLYWOOD?*

 

CINEMA e histórias em quadrinhos (HQs) – sétima e nona artes, respectivamente – vieram praticamente juntos no fim do Século XIX, consequência da Revolução Industrial. Ambas são filhas da cultura de massa, com a consolidação dos quadrinhos no respaldo da cultura jornalística inicialmente, e o cinema fundamentado como seu próprio veículo.

Sem julgá-las no âmbito de seu valor artístico, focaremos no seu lado industrial, onde concentram essas massas: o cinema blockbuster e o gênero super-heróico.

 

Esporádicos

Desde os anos 1930 os quadrinhos serviam de base criativa para o cinema, seja em longas-metragens ou seriados, formato que depois migraria para a TV. Comparadas hoje em dia, as adaptações se apresentavam de formas esporádicas e tímidas, vide Flash Gordon, de Frederick Stephani (1936), Superman, de Richard Donner (1978) e Batman, de Tim Burton, no final da década de 1980, entre outros. Este último se consolida como a quinta maior bilheteria de todos os tempos na época, apesar da série ser extinta por causa do fracasso de público nas mãos do diretor Joel Schumacher.

 

O grande “boom”

Mas o “boom” dos quadrinhos nas telonas irrompe em 2000 com o início da franquia X-Men, de Bryan Singer, e ecoa dois anos depois com o Homem-Aranha, de Sam Raimi. Para se ter uma ideia do sucesso desses filmes, o primeiro longa-metragem do aracnídeo arrecadou US$ 115 milhões apenas em um final de semana, e O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan (2008), sequência de Batman Begins (2005), em apenas um dia arrecadou cerca de US$ 67 milhões nos EUA. Por causa do “retorno” lucrativo quase certo, até mesmo o Homem de Aço foi “ressuscitado” e reinterpretado 20 anos depois do fim da franquia.

A cada ano o que se observa é uma progressão no número de adaptações cinematográficas baseadas em gibis e também nos números do faturamento dos blockbusters. Super-heróis como Hulk, Wolverine (vindo dos X-Men), Demolidor, Quarteto Fantástico, Homem de Ferro ganham vida. HQs menos conhecidas do grande público também fazem sucesso, como Hellboy, Sin City, 300 e Watchmen.

Existe também o crescente de produção dos filmes/quadrinhos mais “sérios”, mas que não fazem parte do mainstream como Estrada para Perdição, de Sam Mendes, Anti-Herói Americano, de Pulcini e Berman (ambas de 2002) e Uma História de Violência, de David Cronenberg (2005).

 

Revolução digital

As HQs e o cinema possuem ritmo visual, linguagem e recursos muito parecidos, como a montagem, enquadramentos, iluminação e profundidade de campo. Com toda paridade e comprovação de muitos êxitos nas bilheterias uma questão vem à tona: por que só agora as histórias em quadrinhos são principais fontes para a Meca hollywoodiana?

Segundo o jornalista Gonçalo Jr., crítico de cinema e estudioso em quadrinhos, “o computador deu mil possibilidades do cinema tornar os gibis mais ‘realistas’ possíveis. Basta ver o Aranha pulando de prédio em prédio ou o Senhor Fantástico salvando um bombeiro na ponte Golden Gate. Tudo ficou maravilhosamente verossímil. E esse era um antigo sonho dos produtores de Hollywood.”

A revolução digital também é a visão do jornalista e crítico português Pedro Cleto, do Jornal de Notícias. “Por outro lado, acredito que para isso também contribui o facto de estar nos locais de decisão uma geração que cresceu com esses quadradinhos e que de alguma forma revive as suas emoções de criança através desses filmes” reflete. “Pela mesma razão, tantas estrelas do cinema ‘lutam’ por aparecer nos filmes.”

 

Hollywood falida?

Mas nem todos querem ver seus personagens saírem do papel para a película. Um exemplo de insatisfação com tais adaptações é do britânico Alan Moore, famoso por escrever obras como Do Inferno, Liga Extraordinária, V de Vingança e mais recentemente Watchmen, todas em versões cinematográficas nas quais não quer ser creditado, muito menos remunerado. “Hollywood e a cultura americana em geral me parecem criativamente falidos”, diagnostica o escritor. “Não me lembro da última vez em que Hollywood tenha tido ideias novas”, ataca.

Já Gonçalo Jr. não crê na falta de criatividade pelo motivo do cinema independente estar tomando conta de Hollywood, além da revisão dos valores éticos e morais pós 11/09. Quanto a onda das HQs no cinema pensa que é algo à parte, prevendo que este “filão lucrativo” dos gibis em carne e osso acabará em, no máximo, cinco anos. “Soma-se a isso o fato de muitos imbecis metidos a críticos de cinema por todo Brasil odeiam quadrinhos, acham uma arte menor e torcem o nariz para essas adaptações.”

Fim dos modismos, da criatividade ou não, algo é sempre certo e inexorável como nos quadrinhos de super-heróis: eles sempre voltam.

(*) Artigo de Audaci Jr. publicado no Caderno 2 do jornal “Correio da Paraíba” em 16/06/09 - Fotos (de cima para baixo): Superman - o filme, Homem-Aranha 2, X-Men Origens: Wolverine, Estrada para Perdição e Watchmen



:::: Escrito por Audaci Junior às 23h59
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Costurando uma resposta...

A Conexão Comix fez uma promoção de Retalhos (Blankets no original), novela gráfica autobiográfica de Craig Thompson lançada recentemente pela Editora Cia. das Letras.

Nas suas belamente ilustradas 600 páginas Thompson conta sua infância e adolescência na nevada cidadezinha de Wisconsin. Como foi sua criação sob educação severamente cristã dos pais, o convívio ao lado do irmão caçula e a descoberta do primeiro amor com todas as angústias que isso pode trazer. Retalhos já ganhou quatro prêmios Harvey, dois Eisner e dois Ignatz.

Na promoção bastava responder a seguinte pergunta: "por que eu devo ganhar o Retalhos?" A escolhida ganharia a premiada história em quadrinhos (quando o livro chegar escreverei uma resenha por aqui).

Eis minha "resposta" selecionada:



:::: Escrito por Audaci Junior às 14h41
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Teaser da HQ Cismas de Richter

Teaser de CISMAS DE RICHTER, história em quadrinhos on line ainda em produção de minha autoria, a partir do argumento original A fabulosa história da mulher que engoliu um terremoto, de Gian Orsini, curta-metragem que será produzido ainda este ano. Breve a HQ estará disponível para baixar gratuitamente aqui mesmo no blog.

Por existirem, agradecimentos ao Lourenço Mutarelli, o qual sou fã número 11 muito antes da sua fama como escritor/ator (quando ainda estavam saindo SequelasO Dobro de Cinco) e ao Dave McKean (que transparecerá melhor na própria HQ).

Depois de produzir a reportagem em quadrinhos Riscos no Tempo (Ed. Marca de Fantasia) estava apenas me dedicando às tirinhas daqui e agora veio a necessidade de parir algo mais sério, que desse vazão para trilhar novos caminhos, onde os supracitados (e outros) quadrinistas nos jogam farelos de pão.

Tomara que não me perca...

 OBS.: Em cinco anos eu nunca coloquei um video neste blog (talvez por temer que ele "desapareça" no cyberespaço, onde ninguém pode ouvi-lo gritar), mas ei-lo aqui falando "nunca diga nunca", com pose de Shakespeare segurando o crânio de um T-800.



:::: Escrito por Audaci Junior às 15h00
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TONY JAMPADA® em: "Twitter and Shout!"



:::: Escrito por Audaci Junior às 21h12
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Agora é Ano 6!

 

Um filme, mesmo que fosse um curta-metragem, passa pelos meus olhos...

Eu me lembro quando meu amigo Breno Barros estimulava minha incursão digital no mundo, já que eu lia muitos blogs como Meia Boca, Dentro do Coletivo e Meio do Nada defronte a lareira abrasada no meio das montanhas quando queria esquecer de tudo e de todos, incluindo eu mesmo (foto abaixo).

Criei este aqui há cinco anos em um sexto dia como este, em um mês de maio como este, sem muito alarde como mostra o contador de visitas, ativo desde aqueles tempos em que computadores pessoais travavam e coisas muito esquisitas aconteciam... o mundo se acabava e eu só queria matar Bill, aquele “Severino” do Tarantino.

Se quiser ver a evolução (?!) deste blog tenho meus manuscritos binários no arquivo ao lado. Era uma época em que não se podia nem colocar fotos em postagens e nem mudar as cores, como a TV p&b do Chatô...

Copiei o batismo de uma coluna de um jornaleco que vi lá em uma cidade... não me lembro o nome... na verdade não me lembro nem da cidade. Só me lembro que fedia, que era suja e tinha pessoas feias, como qualquer boa cidade pra se morar. Um jornalista filho de Deus e filho-da-puta escrevia - ou melhor! - vomitava as palavras e insultava o ser humano com pérolas como “o melhor de você secou entre as pernas da sua mãe!” Pra mim o hors concours dos insultos... 

 

 

Se não lhe estou chateando com essa merda até aqui, estou chateando a mim mesmo! Quase me esqueci do por quê de não mais tratar este lugar no frio espaço de cyber (lê-se “saber”) desta maneira mais “pessoal”, jocosa e pitoresca. Vai ver que na época blog ainda tinha a alcunha de “querido diário bastardo”... e eu e meus supera-migos estávamos lutando contra a opressão dos tiranos como a Skynet, Tron, HAL 9000, Alpha 60, Bill Gates...

 

Hummm... acho que tudo o que escrevi não foi bem assim! Mas - foda-se! - deixa estar!

 

Eu me lembro de gritar um jargão em desuso desse tempo:

CAIAM FORA!

 



:::: Escrito por Audaci Junior às 20h55
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NÃO ESTÁ NO GIBI

COMIC SHOW é o podcasting (ou videocasting se preferir) que fala sobre quadrinhos, filmes e assuntos ligados à nona arte. Foi lançado no final de fevereiro e atualmente, com um pouco mais de 60 dias de vida, já teve mais de 10 mil cliques.

 

Seus membros - os “Senhores do Caos” - são o empresário da loja de quadrinhos Comic House, Manassés Filho, o publicitário Samuel Gois, os jornalistas Renato Félix, Daslei Ribeiro (que também é diretor do programa) e moa.

A ideia inicialmente seria fazer programas de áudio, mas sempre esbarrava nos problemas de produção. A solução veio a princípio com uma câmera fotográfica e depois com uma legítima câmera digital, cortesia do diretor.

O mote principal do Comic Show é a des-contração dos papos e das papas nas línguas. Se não gostamos de um autor, obra ou afim colocamos em pauta... mesmo que tenha pra vender na própria loja especializada.

Tivemos uma entrevista EXCLUSIVA com o Alan Moore (foto acima), além de já estarem gravadas outras (pra valer!) com os quadrinhistas locais Jackson "Jack" Herbert (Avengers/Invaders), Shiko (Blue Note) e Emir Ribeiro (Velta). Foram explorados temas como o Oscar 2009, Frank Miller e a sua malfadada adaptação de The Spirit, a polêmica dos scans de quadrinhos, Watchmen – o filme, além de já estarem gravados episódios de quadrinhos eróticos, Neil Gaiman e a adaptação de Wolverine pras telonas.

 

Com os apoios do Cine MultiPlex Tambiá e do Vertigem, os programas estão disponíveis no blog da Comic House, no Videolog e no Youtube (dividido cada episódio em 2 partes), além de uma versão estendida em áudio.

A mais recente atualização é um "comercial" sobre o podcasting protagonizado por um "ator" fast-food e um grande astro do cinema: Godzilla!

Banzai!



:::: Escrito por Audaci Junior às 15h00
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NIÑO - O ITALIANINHO! em "Dio como io mi amo!"

Agradecimentos ao FÁBIO CARDOSO pela ideia! Grazie, bambino!



:::: Escrito por Audaci Junior às 13h00
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PISANDO nos CALOS

Para ser um bom dançarino de salão é preciso não esquecer os passos. Valsa com Bashir, o filme e a adaptação para os quadrinhos, tratam essencialmente disso: o descompasso de uma guerra e seus traumas que fazem a mente humana acionar uma “trava” para esquecê-las.

O documentário que utiliza o recurso de animação foi o vencedor do Globo de Ouro 2009 de Melhor Filme Estrangeiro e indicado na mesma categoria ao Oscar.

Valsa... remonta o massacre ocorrido nos campos palestinos no começo dos anos 1980 por milícias cristãs, “resultado” do assassinato pela OLP de Bashir Gemayel, líder libanês morto naquela época apenas um mês depois de ter sido eleito presidente do país. Ari Folman, o diretor/roteirista, por mais de vinte anos não conseguia lembrar nada da sua atuação no exército de Israel nesse período até se encontrar com outro companheiro de guerra que tem pesadelos recorrentes a esta passagem. Começa então uma investigação para saber o por quê dele não ter recordações destes momentos.

O filme tem estréia no Brasil agora em abril, mas já passou em alguns festivais de cinema. É uma experiência bem interessante misturar documentário, ficção (que é usual no gênero) e empregar animação. Talvez por este efeito o que nos causa é um certo distanciamento dos fatos e, ao mesmo tempo, nos faz querer transubstanciar o que vemos para o “mundo real”. Com exceção das cenas surreais sobre os delírios ou sonhos dos personagens, que se soltam das limitações documentais.

Uma dança bem conduzida, mas que pisa no seu pé em cada “giro”. Em cada depoimento e em cada lembrança orquestrada conduz para um final impactante e o tal efeito de distanciamento se afasta e nos faz juntar, corpo-a-corpo, com a realidade. Literalmente caímos no meio do salão...

 

A Editora L&PM aproveitou o lançamento do filme por aqui e nos trouxe a adaptação feita pelo próprio realizador, com desenhos de David Polonsky, o diretor de arte. Mas não se engane se pensa que o álbum é uma mera transposição de frames e palavras do longa-metragem. Claro que Polonsky utiliza a suas ilustrações do documentário para narrar a história, mas você percebe que tem detalhes e ângulos totalmente diferentes, além de uma narração bem centrada na linguagem dos quadrinhos. Um bom exemplo de adaptação.

Infelizmente o final perde seu impacto, já que os meios cinematográficos melhor abonam a intenção de Folman.

Uma edição muito bem cuidada, com orelhas e papel couchê de alta gramatura (apesar do preço, R$ 46,00), marca a volta da editora aos lançamentos de quadrinhos autorais inéditos.

Tanto a animação como a HQ não nos faz esquecer obras como Maus, de Art Spiegelman, Persépolis* (que se transformou em animação), de Marjane Satrapi, O Fotógrafo, de Guibert, Lefèvre e Lemercier, e - principalmente - o jornalista Joe Sacco.

Além dos calos de uma dança que continua com a música de tiros e até hoje são pisados...

 

(*) Clique AQUI para ler sobre Persépolis, o filme e a história em quadrinhos.



:::: Escrito por Audaci Junior às 04h40
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NIÑO - O ITALIANINHO! em "ombelico, ombelico mio"

Ele é fã de Totó, o Didi da Itália! / Ele adora fogazza! / Ele adora jogar Mafia Wars, mas morre de medo do Don Corleone! / Ele detesta perder em qualquer coisa, até par-ou-ímpar! / Ele é o terror das bambinas! / Ele grita como os locutores de futebol italianos! / Ele é... NIÑO - O ITALIANINHO!

(Mamma mia!)



:::: Escrito por Audaci Junior às 00h00
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“Habla Ingles, Woody Allen!”

 

Eu confesso que estava receoso com essa “nova fase” de Woody Allen. O último filme antes deste (O Sonho de Cassandra) é muito fraco, bem inferior ao Match Point, por exemplo. A tragédia terminou sendo o pesadelo de Dostoiésvsky, um certeiro tiro no pé com àquela cara de coitado que Colin Farrell sempre faz nos filmes.

Mas quando “voltou às origens”, acertou o alvo, apesar de não atingir a mosca! Vicky Cristina Barcelona (idem, 2008) é um autêntico filme de Woody Allen, só que ao invés de ter a Manhattan como pano de fundo, agora é a capital catalã do Velho Continente.

 

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas jovens amigas americanas com visões completamente diferentes sobre o amor. Elas desembarcam de férias em Barcelona e conhecem Juan Antonio, um pintor libertário e sedutor (Javier Bardem).

De casamento marcado com um idiota, a conservadora Vicky tenta resistir às investidas do pintor, mas acaba apaixonando-se secretamente por ele. Já a aventureira Cristina acaba vivendo um romance a três com ele e sua ex-mulher Elena, que já tentou lhe matar e que tem tendências suicidas (a bela e talentosa Penélope Cruz).

Os diálogos, situações e bordões allenianos estão aqui, nos atritos de Juan e sua ex principalmente. Para fazer a amante Cristina entender o que se passa na briga, exige várias vezes - em alto e bom som - que ela fale em inglês: Speak English, Maria Elena!

As atuações do casal espanhol são as mais cheias de energia e que garantem, já na metade da segunda metade do filme (!) elevar seu nível. Mas quem fica em terceiro plano é a queridinha, a Grace Kelly de Allen, Scarlett Johansson. Terceiro porque é “sufocada” pela ótima Rebecca Hall, com cenas de maior conflito e dramaticidade nas cores.

Falando em cor, por algumas vezes parece que o realizador quer ser Almodóvar. Talvez até pela “charmosa” cidade que ele tenta mostrar, mas seus pontos turísticos parecem estar em quarto plano, pior do que a situação da “musa” loira. Os choques culturais parecem mais tapinhas nas costas para que Barcelona bancasse (e bancou!) seu filme. Não basta apenas colocar uma música legal e seguir o guia turístico. Acho que se o diretor vir por essas bandas filmar tais choques, nossa perspectiva seja mais nítida dessa discrepância.

Sem querer desmerecer sumariamente o Vicky Cristina Barcelona, talvez seja melhor pra Allen voltar à cinzenta Londres ou ainda para sua amada Nova Iorque...

E (re)comece a falar sua própria língua, a da genialidade.

 

Vicky Cristina Barcelona (EUA, Espanha - 96 min.) Direção e roteiro: Woody Allen. Com Penélope Cruz, Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebecca Hall.



:::: Escrito por Audaci Junior às 15h00
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